Dedicado a pesquisas sobre jornalismo, mídia e liberdade de expressão, o Instituto Reuters, da Universidade de Oxford, divulgou em setembro, um trabalho realizado no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Índia sobre a confiança do público em relação às notícias e órgãos de imprensa. As informações são do Portal Imprensa.
Feito no Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, o estudo contou com a participação de cerca de 8 mil pessoas.
O trabalho mostrou que o Brasil ostenta um dos maiores índices de desconfiança em relação à imprensa de todos os países pesquisados. A desconfiança é maior entre pessoas com 55 anos ou mais. Nessa faixa etária os brasileiros representam 38% do grupo que desconfia das notícias e apenas 18% dos que confiam.
Já entre pessoas com menos de 35 anos, os brasileiros representam 42% do grupo que em geral confia nas notícias e apenas 24% dos que desconfiam.
O trabalho também mostrou que homens tendem a confiar menos nas notícias no Brasil, na Índia e no Reino Unido. Apenas nos Estados Unidos o gênero dos respondentes não afetou os resultados.
No critério renda, o Brasil foi o único país em que pessoas com mais dinheiro tendem desconfiar mais das notícias. Nos demais países foi verificado que, quanto maior a renda, maior a confiança nos órgãos de imprensa.
O Brasil também teve resultados diferentes dos outros países no quesito escolaridade. Na Índia, no Reino Unido e nos Estados Unidos, pessoas sem ensino superior tendem a ser mais desconfiadas das notícias. Já no Brasil, a escolaridade não foi um critério significativo nos resultados.
No critério geográfico, os menores índices de confiança nas notícias estão na Região Sul do Brasil, onde 32% dos respondentes em geral desconfiam da imprensa e apenas 16% confiam.
No Nordeste foram registrados os maiores índices de confiança na imprensa: 31% dos respondentes da região em geral confiam nas notícias e 20% desconfiavam.





